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Haste De Uma Flor

"Não te acostumes com o que não te faz feliz, revolta-te quando julgares necessário. Enche o teu coração de esperança, mas não deixes que ele se afogue nela."

Haste De Uma Flor

"Não te acostumes com o que não te faz feliz, revolta-te quando julgares necessário. Enche o teu coração de esperança, mas não deixes que ele se afogue nela."

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O poder da invisibilidade

As pessoas pensam que eu sou uma ninguém. Não tenho ideias próprias, sou regular e dentro do "normal". Não defendo nada. Sou um ser que se acostuma a estar, a ser simplesmente. Sou assim para eles, para quem nem se quer pensa em mim, para quem não me conhece. E eu pergunto-me, será que alguém algum dia nos realmente conhecerá? Não me sei expressar. Não sei mostrar quem sou porém tenho uma grande ideia na minha cabeça do que deveria demonstar mas que não faço, que não digo. Se pedir a alguém que convive comigo todos os dias "Nomeia três grandes paixões minhas" elas não iriam saber dizer "as tuas preciosas séries, a tua família e sentires-te bem contigo própria". Se pedir "Nomeia três coisas que me perturbaram um dia e desde esse dia para sempre" não iriam saber responder "o facto de não teres o teu avô a ter lado, não te sentires suficiente e sentires que perdes-te o teu rumo". Sabem como é que ninguém iria saber responder? Porque eu não falo sobre mim, não tomo muitas ações. Deixo-me ficar. Fica tudo na minha cabeça. Ninguém pergunta, ninguém ganha uma resposta. Eu gosto de ser invisível. Gosto de poder ser a pessoa imparcial. A que ajuda quem precisa, a que decifra as pessoas que conhece porque toma atenção aos seus pequenos detalhes, a que simplesmente ouve, compreende, suporta. É bom sermos invisíveis num mundo que cada vez tem menos cor. Tu cresces e percebes que o arco-íris não dura para sempre. Percebes que não precisas de mostrar quem és porque quem realmente tiver interesse em te ver como és então eles irão ver-te. Sem códigos. Tu simplesmente és. Sou uma pessoa que não suporta injustiças; que por mais que não queira dá importância à sua imagem; que gosta de se sentir bem consigo própria; que é protetora; que começou a desenvolver uma grande afinidade por ler livros, que tem medo de magoar alguém; que nunca desabafou com ninguém, que guarda os seus pequenos medos para si, as suas pequenas dores; que tem um grande carinho por todos; que dá segundas e terceiras oportunidades; que tem esperança; sou eu. Sou um ser a desenvolver. Sou invisível.

Quais são as tuas decisões?

Realmente a vida é linda, a diversidade que existe, os milhões de rumos que uma vida pode ter baseados em apenas uma decisão, a simplicidade é linda. Somos seres complexos mas simples. Deixamo-nos levar por emoções, o centro do nosso ser. É fascinante. É fascinante como tendo por base a alegria, tristeza, saudade, amor o nosso corpa toma dimensões gigantes que nos tomam por completo, o riso, o choro, os apertos de coração, as borboletas na barriga. É toda uma imensidade de ações derivadas de meros sentimentos. É fascinante. Tudo o que faz de mim quem eu sou hoje, quem fui no passado e quem eventualmente irei ser é unicamente a minha capacidade de sentir. Sem sentimentos seriamos meros corpos ocos e vazios. Não teriamos algo pelo qual vale a pena lutar, não teriamos as nossas crenças, não saberiamos amar, não iriamos ter a possibilidade de sentir dor, não iriamos saber valorizar a vida. E se não lhe soubessem dar valor, estariam realmente a vivê-la? Porém, existem pessoas neste momento estão a passar pelos piores momentos das suas vidas, a experienciar dor ao seu mais alto nível, existem pessoas que estão prontas para desistir de tudo, exiatem pessoas que não encontram um propósito para a vida e vocês podem dizer-me "então e essas pessoas? São ocas e vazias?",não, não porque com a dor vem uma mistura de outros sentimentos, sem se aperceberem estão a viver, a ultrapassar uma má fase, estão a evoluir através do que mais nos tenta enfraquecer. Eu também não tenho um propósito para o qual viver, poucos o têm, simplesmente vale a pena estarmos aqui, vale a pena continuar, vale a pena sentir, viver. Somos uma imensidade de nós mesmos. Somos as nossas decisões que são derivadas de emoções.

Obrigada,

por fazeres ou teres feito parte da minha vida; obrigada a ti que me ensinas-te a ultrapassar os momentos mais difíceis, a ti que passaste por esses momentos comigo, a ti que me mostras-te o que é um momento difícil, a ti que te mostrei o que é um momento difícil; obrigada por me teres ensinado o que é a alegria, por teres experienciado alegria comigo, por seres a minha alegria, por nunca me deixares desistir de a procurar; obrigada a ti que que me fizeste crescer, a ti que me mostras-te que crescer não tem a ver apenas com altura; obrigada a ti que me fizes-te começar a pensar por mim mesma, por me teres feito questionar, por me teres revolucionado; obrigada pelas decepções, pelos sorrisos, pelos desentendimentos, por tudo o que é susposto nós passarmos na vida pelo menos uma vez. Por isso obrigada a ti, a todos vós que passaram por mim, me conheceram minimamente, obrigada por me mostrarem quem eu sou. São vocês as pequenas peças do grande puzzle que eu me irei tornar, que todos nós o somos. Ainda faltam muitas peças encaixarem e quando finalmente o fizerem eu vou saber que cumpri o que me estava destinado, que vivi uma vida repleta de pequenas peças que me foram completando. Obrigada a futuros vocês que irão fazer o futuro eu. Às vezes é preciso demonstrar a nossa gratidão e esta é a minha forma de o fazer. São estas pequenas apreciações que me fazem querer conhecer mais e mais, continuar a aprender, a encontrar pequenas peças. É disto que eu vivo, é por isto que eu não desisto. É por ser grata. Assim como todos o devemos ser.

Qual é a tua forma?

Sinto-me sozinha, mais do que nunca, sinto-me sozinha. Dizem que há uma primeira vez para tudo e esta é uma grande novidade para mim, nunca me senti totalmente sozinha como agora. Quando dou por mim a analisar a minha vida, há pequenos detalhes que tenho em conta. Pessoas muito queridas minhas estão cada vez mais distantes de mim, cada vez mais arrogantes, como se me fossem apagando da vida delas ou até mesmo como se estivesse a ser substituída. São estes pequenos momentos que fazem parte do crescer, do tornar-me um pessoa no meu total, estas pequenas análises que me vão fazendo abrir mais o olho em relação à vida do mundo real. Afinal de contas, não se pode ser um adolescente para sempre e é nesta altura em que mais reparas nas tuas primeiras vezes. Sinto-me sozinha. Sei muito bem que tenho pessoas junto a mim que preservam a minha amizade mas as que não o fazem são as que me deixam assim, sozinha. Porque amizades nunca vêm com garantia e não estás à espera quando alguém te corta da sua vida. Por isso sinto-me sozinha. É dececionante mas faz parte. Parte de quem eu me estou a tornar, de quem fui e de quem serei. São estes pequenos detalhes, pequenas análises, pequenas mudanças que nos dão forma. E tu só tens de escolher a tua.

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