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Haste De Uma Flor

"Não te acostumes com o que não te faz feliz, revolta-te quando julgares necessário. Enche o teu coração de esperança, mas não deixes que ele se afogue nela."

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O pensar

Às vezes ponho-me a pensar. Bem, não só às vezes mas 99℅ do meu tempo. Sim, é exaustivo. Posso até dizer que tenho momentos em que sinto que estou a pensar em excesso já. É como se já fosse parte de mim, de quem eu sou e de quem eu me estou a tornar. Penso para rever as minhas ações, para tomar ações futuras, para analisar tudo e mais alguma coisa, para me criticar e tudo o que me rodeia, penso em influências, nas pessoas, nas suas vidas, penso nos seus problemas e em como eu poderei, talvez, ajudar a encontrar a sua solução, penso nos meus problemas e em como os vou acumulando, penso que digo x e não faço nem x nem y, penso que talvez desejo voltar atrás no tempo e não ter mudado quem eu sou, penso que se calhar me tornei numa pior versão minha, penso em como a melhorar, penso se serei capaz ou se apenas a fraqueza é um sinónimo meu, penso e penso. Mas não faz mal pensar. Ajuda-me tanto quanto me prejudica. Cá para mim está 50/50. Equilíbrio. Também é importante. Ter uma mente balançada. E os pensamentos ajudam. A acumulação deles é que não. Mas sei que não sou a única. Somos inúmeros ser humanos a habitar este planeta, alguns quantos devem partilhar deste "hobbie". Mas hobbies para mim só servem para os tempos livres e nos meus tempos ocupados eu tento não pensar. Quando tomos ações, eu tento não pensar. Quando falo, danço, rio, eu tento não pensar. Espontaniedade. Neste momento estou a pensar. Penso se este texto está a ficar confuso e se eu complicarei assim sempre tudo? Gosto de simplicidade e é irónico eu mesma ser tão confusa. E assim vou pensando e tentando não pensar. É curioso até porque ninguém ao meu redor repara nisso, eles mesmo podem estar a fazer o mesmo, até nisso eu penso. Estarão as pessoas ao meu redor compulsivamente a pensar como eu? Afinal de contas, quem seriamos nós sem essa capacidade?

Amo-me numa escala imaginária

O que há para escrever? O que há para falar? O que há para tomar uma ação? Não há nada. Só existem emoções. Sobre essas sei eu bem escrever, falar e tomar ações. Dentro de mim, não sei ao certo onde, mas algures cá dentro sinto as minhas emoções. Sinto-as como sinto a minha pele, os meus olhos, o meu corpo no geral e tudo o que dele faz parte. Sinto que estão constantemente a mudar. Não sei ao certo o que as faz mudar mas julgo que sejam influenciadas pelo exterior que me rodeia. Tudo o que me rodeia determina que emoção me vai tomar por completa. É sempre assim. É mais um daqueles ciclos viciosos. Ultimamente ando sempre alternada entre duas grandes emoções, não sei descrevê-las ou achar um nome para lhes dar mas sei como são e o que as influência. A minha auto-estima. Essa tanto anda a zeros como a altos níveis. Nunca se decide. Assim também as minhas emoções são indecisas. Como é suposto ter a certeza delas? Não é, suponho eu. Tudo o que eu sou baseia-se em amar-me a mim mesma. Auto-estima. É isso mesmo. E há momentos em que a consigo deixar a níveis tão altos que rebento esta escala imaginária. Há momentos em que sou eu simplesmente. Consigo ser eu mesma. Sem medos, sem nada. Apenas eu. Amo-me. Disso eu irei ter sempre a certeza. Agora quando a auto-estima me baixa a níveis nulos... Aí já eu não tenho a certeza de nada, começo a ser eu numa maneira que não sou bem eu. Fico tão em baixo como eu nunca imaginei poder ficar. Mas a mente é algo maravilhoso. Em momentos assim basta mentalizar-me de que eu sou eu. Não posso duvidar disso. E eu amo-me. E a escala imaginária rebenta.

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