Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Haste De Uma Flor

"Não te acostumes com o que não te faz feliz, revolta-te quando julgares necessário. Enche o teu coração de esperança, mas não deixes que ele se afogue nela."

Haste De Uma Flor

"Não te acostumes com o que não te faz feliz, revolta-te quando julgares necessário. Enche o teu coração de esperança, mas não deixes que ele se afogue nela."

Mais sobre mim

foto do autor

Mensagens

Calendário

Agosto 2016

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D

Perdemos a cor?

Sou uma má amiga. Talvez para muitos não seja mas para ti fui. Estava tão preocupada contigo e com o rumo que a tua vida estava a tomar que tive de intervir. Provavelmente só fui piorar as coisas entre a nossa amizade mas já não conseguia ficar de lado e obversar-te a deitares tudo abaixo sem mais nem menos. A verdade é que nunca conheci essa parte de ti e o que eu desconheço assusta-me, assuta porque eu preciso de ter controle, só assim é que eu sei como ajudar mas eu já não tinha controle sobre esses teus maus hábitos. Fomos perdendo a cor. E agora posso até ter sido eu a apagá-la por completo. Mas valeu a pena. Valeu a pena porque podes abrir os olhos, podes repensar as tuas decisões de vida, podes odiar-me mas agora percebes-me. Nada foi em vão. E eu já não me arrependo. Mais cedo ou mais tarde algo tinha de acontecer, um dia as coisas iriam dar para o torto e eu teria de saber por terceiros. Nunca foi assim. Sempre me contaste tudo. Mas fomos perdendo a cor. Fomos deixando de dizer o tudo e o nada uma à outra, fomos deixando de ter tudo em comum, fomos deixando o tempo e as circunstâncias tomarem o lugar da nossa grande amizade e fomos deixando isso mudá-la. Mudámos. Isso eu aceito. Todos mudam a um certo ponto. Mas eramos nós suposto mudar? Isso eu tenho a certeza que não. Nunca o iria aceitar. Assim não o aceitei antes, não aceito agora. Se calhar não sou tão má amiga quanto pensas. E não perdemos tanta cor afinal de contas.

Ciclos viciosos

É muito fácil distorcer situações e interpretar as mesmas da maneira que nós queremos para nossa vantagem mas depois é muito difícil conseguir argumentar validamente o porquê de o terem feito. É sempre assim. Um ciclo vicioso. Entramos a toda a hora em ciclos assim. A nossa vida passa a ser tomada por eles. Tornamo-nos parte deles. Mesmo sem pedir-mos, acontece. As pessoas têm essa necessidade. É preferível uma mentira agradável a uma verdade não tão "amigável"... Habituamo-nos tanto à ideia de uma mentira que essa torna-se a nossa realidade. É cegueira temporária. Há pessoas que eu gostaria de perceber, pessoas que preferem acreditar em que lhes dá cegueira do que em quem lhes mostra a realidade. São o tipo de pessoa que racionaliza mais pelos outros do que por si mesma. Podem nem se aperceber mas às vezes é mais fácil irmos pelo caminho que parece ser o mais claro quando é o que mais nos prejudica. Existem pessoas que marcam mais a nossa vida que outras e algumas delas são tóxicas, ao serem assim fazem com que não nos apercebamos bem de quem é realmente nosso amigo ou não. Afinal de contas quem é que consegue ver claramente com cegueira? Posso nem me estar a explicar bem mas tinha de escrever. Deitar cá para fora que as pessoas às vezes não são quem nós pensávamos, que às vezes preferem acreditar em que já lhe mentiu vezes sem conta do que em quem esteje sempre lá para elas, que às vezes as pessoas decepcionam, que às vezes é mais fácil ir pela cabeça dos outros do que pela nossa e que às vezes se perdem amizades pelos motivos mais estúpidos (desculpem a expressão) de sempre. Acredito que as pessoas irão, mais tarde, relembrar-se destes momentos em que deixaram uma amizade falhar por motivos inválidos, por apontarem o dedo quando não deviam, por se deixarem levar em situações mal interpretadas e irão perceber o quão erradas estavam ao julgarem sem antes perceberem o que se sucedeu. Suponho que faça parte da vida. E de ciclos viciosos que da vida fazem parte.

Tristezas profundas

Hoje cheguei à conclusão que evito pensar no que me faz triste. Evito porque penso que fico melhor sem matutar nisso. Evito porque sei que iria desatar a chorar e não sou uma pessoa que goste de o fazer. Cada vez que choro levo um bom tempo para parar. Não gosto de me sentir assim, impotente. Bem... isso acontece porque ao não pensar vou acumulando pensamentos não pensados e quando o tic tac acaba e a bomba explode eu não consigo parar. Mas estou a falar daquela tristeza profunda, aquela que sentes um aperto no coração só de te vir isso à cabeça, aquela tristeza que tentas evitar a todo o custo. Aquela mesma. Não gosto de estar triste, mesmo sabendo que é necessário estar de vez em quando. Prefiro aquela tristeza ligeira, aquela que vai passando todos os dias, a que vem e vai de leve. Essa eu consigo controlar. Sou controladora quando se trata de sentimentos. Gosto de saber o que estou a sentir, quando estou a sentir e porque estou a sentir. É uma trabalheira mas deixa-me a cabeça organizada. Só quando me permito a mim mesma pensar e voltar atrás nas memórias e revivelas é que eu sinto aquela tristeza profunda, a que passa quando ela quer, aquela que é dona de ela mesma. Só o faço quando me sinto preparada. Preparada para acreditar que "x" aconteceu e me destruiu completamente, preparada para enfrentar o que mais temo e preparada para chorar rios e rios de acumulação de pensamentos, sentimentos e memórias. Raramente me acontece cair nesta armadilha de emoções e estou feliz assim porque cada vez que caio nesse buraco saio de lá melhor comigo mesma e com mais um bocado de outro inigma decifrado. É bom permitirmos essa tristeza profunda atingir-nos de vez em quando.

"I will always love you and I wish you were here"

As palavras que nunca foram ditas, as ações que nunca foram tomadas, as promessas nunca cumpridas. É tudo o que eu sou. É tudo o que eu consigo ser. Às vezes sinto-me um "yin yang". Sinto-me o nunca com uma pinta de tudo e o tudo com uma pinta de nunca. Sinto-me a negatividade com uma pinta de positivismo e o positivismo com uma pinta de negatividade. Sou duas metades que se complementam. Sou o que fazem de mim e o que eu me faço dos outros. Tenho momentos, chamemos-lhe isso, momentos, em que o meu yin comanda as minhas palavras, ações e promessas, controla-me a mim, por assim dizer. E tenho outros em que o yang lidera. E sinceramente não sei qual deles gosto mais, como se diz: "eu tenho dois amores e nada são iguais, não a tenho a certeza de qual eu gosto mais" porque mesmo sendo opostos são eles que fazem de mim quem sou. São eles que me fazem querer-te perto de mim num momento e no outro só te querer longe de mim. São eles que me fazem a complicação sincera que eu sou. Sincera mas não aos olhos de todos. Certamente não aos teus. A frase que coloquei como título destas besteiras que para aqui vou escrevendo é como um símbolo do meu yin yang quando as minhas palavras, ações e promessas são em relação a ti. Porque eu irei sempre "gostar de ti" e querer-te perto de mim quando eu mais preciso de um abraço e ninguém repara em nada exceto tu mas também não quero nada disso, quero-me a mim, então desisto de ti. Mesmo "gostando" de ti e a querer-te eu também me quero a mim e devido a isso o meu yin ganhará sempre que tu fores a razão das minhas palavras, ações e promessas. Mas nem tudo é mau, aquela pintinha de positivismo é querer-me e isso vale mais do que qualquer coisa que o yang me poderia oferecer quando se trata de ti.

Mais sobre mim

foto do autor

Mensagens

Calendário

Agosto 2016

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D