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Haste De Uma Flor

"Não te acostumes com o que não te faz feliz, revolta-te quando julgares necessário. Enche o teu coração de esperança, mas não deixes que ele se afogue nela."

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"Não te acostumes com o que não te faz feliz, revolta-te quando julgares necessário. Enche o teu coração de esperança, mas não deixes que ele se afogue nela."

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Pensamentos

As palavras já não saem, o tempo já não passa, os momentos já não são o que eram, as sensações também não. Tudo mudou. E mudou porquê? É sempre essa a questão: porquê? Porque é que nada permanece o mesmo? Ou porque é que mudam e já não deixam uns restos para trás do que era e já não o é(só para contentamento)? Mudei. Mudei e não trouxe na bagagem bocadinhos do passado. Porquê? Porque já não importam. Nada me importa. Importa apenas o que não importa. É tudo vago. Nada me preenche. Pode ser uma crise de adolescência mas sinto-me desamparada e sem rumo. Sinto o mundo a cair-me aos pés e estou sem forças para evitar a sua queda. Sinto-me uma explosão de acontecimentos passados e futuros. Sinto e não sinto. Não sei bem decifrar o que será. Perco uma enorme quantidade de tempo a fazer nada e a preocupar-me (cá nos meus pensamentos que não param por um segundo) com nada ou então com tudo. Tenho tudo e não tenho nada. Sou-me insuficiente. Não me contento com nada. Indecisa como tudo. Difícil e tão simples de entender. Sou uma antítese viva. Uma confusão à espera de ordem mas no entanto tão simples.

Passarinho do tempo

Apesar de nunca ter sido oficialmente dito por alguém, o lema da nossa família era: União. Por mais discussões que existissem, por mais separações, choros, decepções nós nunca desistiamos de nós, da nossa família, nunca desistiamos uns dos outros e porquê? Porque valia a pena, vale sempre a pena lutar pelos nossos, pelo nosso sangue. Eu ainda me lembro das nossas gargalhadas juntos, das nossas brincadeiras, dos nossos natais e das nossas passagens de ano, dos nossos abraços, de nós. Sinto falta de quando a minha mãe, a minha tia e os meus tios eram unidos, de quando pulavam nas fogueiras gigantes que faziam na rua quando estava frio, de quando bebiam champanhe e faziam mil e uma brincadeiras à chuva no Ano Novo, dos jantares de Natal onde eu era tão feliz. Por curiosidade, foi num desses Natais a última vez que a família esteve toda reunida num único espaço, ou talvez numas dessas passagens de ano. A última vez que passei um Natal realmente feliz, a última vez que não tive de pedir nada de novo na passagem de ano porque eu já tinha tudo, ali, comigo. Eu percebo que não foi fácil perder a única pessoa que nos unia a todos, a única que nos dava força, o nosso herói. Eu percebo isso porque também não foi fácil para mim mas por ele é suposto ficarmos ainda mais juntos e não cada vez mais separados. Eu entendo que nunca mais irei ter um Natal daqueles, ou noites onde nos reuniamos todos no NOSSO monte, ou noites onde ficávamos a contar os aviões passar, ou caminhadas até ao centro para ir beber um cafézinho, eu isso entendo porque sem ele as nossas vidas nunca mais serão completas/as mesmas. E por não serem as mesmas não significa que podemos desistir de nós, de nos apoiarmos uns aos outros, não é correto, não é o que ele iria querer. Nós devemos permanecer juntos e encontrar sempre uma solução juntos. Nós sempre o fizemos, então porquê estas discussões agora? Porquê? Porquê desistir da "união"? É nestes momentos que me sinto impotente, coisas tão rasas a dividir-nos, coisas que não têm valor comparado com o valor da nossa família. Queria ser um "passarinho do tempo" para poder voar e regressar ao momento onde fomos pela última vez uma família unida.

Dois dias

Só hoje é que realmente me apercebi. Passei toda a minha vida até hoje a encorajar as pessoas a viverem ao máximo e sem hesitações porque apenas temos uma oportunidade de viver e no fim nada irá importar, o que fizemos ou não fizemos, as decisões que tomámos e deixámos de tomar, as oportunidades que agarrámos e as que deixámos partir, os dias em que não aproveitámos por motivos que já nem consideramos plausíveis, o tempo que perdemos todos os dias sem fazer algo de que nos orgulhemos e apenas hoje me apercebi da minha razão de encorajamento. Vivo constantemente a pensar na opinião dos outros, mesmo que 1% do meu tempo e não 99% mas isso acontece, vivo à base do "é melhor não arriscar" e do "deixo isto para fazer outro dia" e nunca uso o "meu" conselho e porquê? Porquê dar importância às coisas mais irrelevantes das novas vidas? Das nossas curtas vidas? Com sorte apenas viveremos 70 ou 80 anos e a fazer o quê? A viver à base do que não interessa, do medo e do receio? Porquê dar tanta importância à imagem que temos de refletir para os outros? No fim seremos apenas nós e as nossas cabeças ocas a partir e a não deixar nada relevante para trás. É suposto vivermos e não seguir as regras que induzimos a nós mesmos. É suposto não nos importarmos com o que as pessoas pensam de nós porque no fim apenas a opinião sobre nós mesmos irá ter interesse. Por isso vivam, façam o que nunca fizeram e "não deixem para amanhã o que podem fazer hoje" porque afinal de contas a vida são apenas dois dias.

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