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Haste De Uma Flor

"Não te acostumes com o que não te faz feliz, revolta-te quando julgares necessário. Enche o teu coração de esperança, mas não deixes que ele se afogue nela."

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3 anos, 2 meses, 1 semana e 2 dias

À precisamente esse tempo atrás o meu coração parou, não literalmente mas parou. Parou quando o teu também o fez. Eras o melhor de mim e ainda o és, não existe um único dia que não me lembre de ti. Tenho memórias vagas tuas e algumas das quais não tenho certeza se as inventei eu ou se realmente aconteceram. O mesmo acontece com o teu rosto, com os teus gestos, com as tuas manias, estão a fadecer na minha memória. Tenho medo. Não me quero esquecer de ti. Tenho medo que as fotografias não sejam fortes o suficiente para me relembrarem. Porém, o que nunca se irá desvanecer de mim são todos os momentos em que estiveste presente (desde que eu nasci até ao teu falecimento), são as vezes que eu te ia levar a água que bebias com tanta frequência, a tua primeira queda desde que ficas-te cego que foi comigo, as vezes em que o tio me contava estórias de terror e eu ia a correr para a tua cama (a minha proteção!), as brigas que tinhas com a avó que eu, uma criança inocente, resolvia, a tua felicidade ao ouvires a tua música favorita. São esses momentos, essas sensações que irei sempre guardar comigo, não na mente onde se desvanecem mas no coração onde permanecem. O que mais lamento é não ter tido a oportunidade de me despedir. Fiquei despedaçada porque o último dia em que te vi, vivo, foi o dia em que te dei a menor atenção possível e ai como eu me arrependo disso! Sabes, no dia em que partiste a mãe recebeu a tal chamada a informar e desatou a chorar, fui a única que percebi o que se passava e a que informou as minhas irmãs, desatou tudo a chorar mas eu não. Suponho que ainda não queria acreditar, sou uma pessoa que dificilmente aceita a realidade sem antes ter uma prova concreta. Chegou a hora de fazer um desenho que a mãe iria colocar por nós nas tuas falecidas mãos, foi essa a minha prova concreta, desatei a chorar, rios de lagrimas, queria parar e não conseguia, por nada. Eras o meu suporte, o meu segundo pai, um avô com papel de pai presente e eu perdi isso, imagina bem o que foi uma criança ter de aceitar que já não te iria ver mais, não iria poder dar-te mais água, não podia mais cair contigo, não podia ter-te presente quando eu acabasse a escola e quando tivesse filhos eles nunca te poderão conhecer e como eu lamento isso! Quem me dera ter outra oportunidade de te abraçar e dizer que te amo, avô.

Parece que é mesmo primavera!

Deparo-me com uma carrada de casais ao meu redor, nunca antes me tinha acontecido tal coisa. As pessoas que me são mais queridas estão todas felizes e juntas com alguém. Espero que dure. Um dos meus tios que passou grande parte da sua vida a saltar de rapariga em rapariga e nunca encontrava a "tal" um dia parecia que a tinha encontrado e passaram alguns anos juntos até mas tal não foi a sua sorte que essa mesma rapariga que estava destinada a ser o amor da sua vida lhe partiu aquele coração mole? Ele nunca mostrou tal fraqueza, não perante mim, pelo menos, a "de estar magoado". Tem passado agora muito tempo a tentar reencontrar alguém e parece que finalmente acentou e encontrou a sua mulher, sim mulher, porque a outra era claramente uma rapariga, ainda não sabia o que queria para si e deixou o que poderia ter sido a melhor escolha da sua vida, o meu tio. Agora ele está feliz e por ele também eu estou. A sua mulher é bastante simpática e amável e quer mesmo o meu tio pelo que ele é e não pelo que aparenta ser. Finalmente. O meu outro tio (são 3, vejam bem, tantas estórias de amor que presenciei!) ,que também é meu padrinho, nunca foi muito dado a isso do amor, pelo menos eu nunca me tinha apercebido disso e tal não foi que um dia a minha avó me conta que ele tinha ido visitado a senhora que poderia vir a ser a minha futura madrinha? Isto à 3 anos e ainda hoje permanecem juntos! Ele é mesmo feliz com ela, mesmo não o demonstrando, porque ele não é muito disso, dar a conhecer os seus sentimentos. Estou feliz por ele. Finalmente. O meu último tio... 10 anos, imaginem bem! Foi a única mulher com que esteve em toda a sua vida, desde os seus 22 anos, tão novo mas tão certo do seu futuro! Saiu-se bem, está feliz (espero eu! Porque sinceramente já nem sei bem se ele o é mas quero acreditar que seja), tem uma filha bastante querida e que é uma reguila! Finalmente. Surpreendentemente todos eles conheceram estas mulheres através da tal rede social "Facebook" e todas elas já tinham estado com alguém antes deles, visto que todas elas também já têm filhos/as. Suponho que foi devido a essa experiência de vida dessas mulheres que souberam fazer a melhor escolha das suas vidas, a de se juntarem a homens sábios e que sabem o que querem da vida como os meus tios, não estou a dizer que sejam os homens ideais porque não o são mas são bons homens que já o mereciam. Finalmente!

Uma ideia

Olá. Pergunto-me o que te terá trazido a ler o meu blog. Sim, decidi criar um blog.

A razão de o fazer ainda é uma incógnita para mim mas sei o que pretendo fazer com ele: partilhar o que me vai na cabeça. A cada minuto, segundo, milénio de segundo o mundo é envolvido com o que vai na cabeça das pessoas, com reflexões iguais e desiguais, boas ou ruins, inteligentes ou menos que isso, normais ou incomuns. O que vai na cabeça do mundo, na tua e na minha é quem nós realmente somos, é o que nunca ninguém será capaz de ouvir e apontar o dedo, é e sempre será unicamente nosso. Tenho várias metas para alcançar com este blog. O primeiro objetivo é tentar decifrar estes meus pensamentos, expostos num site onde cada pessoa que os leia seja capaz de ter a sua própria ideia sobre eles. Preciso de partilhar o tudo e o nada que navegam em mim com o mundo, contigo. Tenho outro grande objetivo, o de ajudar. Sim, isso mesmo que leste! Sempre quis ajudar quem necessitasse e no fim acabo sempre por resolver o problema. Quero que com estes "pensamentos" consiga trasmitir uma mensagem de ajuda, quero ser o auxílio do mundo, o teu auxílio. Também é e sempre será a minha meta (suponho) descobrir quem realmente sou. Sinto-me completa por maneiras, regras e costumes que não me pertencem, que não se identificam comigo mas que eu aceito. Aceito não por ser o que ache correto mas porque sim, porque desconheço outros que talvez me completariam de verdade. Sinto-me vaga e talvez o seja. Quero ser um todo, um de verdade, quero saber quem sou, não através dos outros mas através de mim. Com este blog posso navegar por mim mesma e encontrar-me.

São apenas ideias fixas num blog em vez de numa pasta no telemóvel, espero que alguém, um dia, as leia.

 

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